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Começa com Bê e termina com Dito, como é meu nome? Raimundo

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Posted by Tudo & Cia on Friday, August 18, 2017

Como aprender a viver com Alzheimer?

Este artigo é essencialmente dirigido aos familiares e profissionais que lidam e tratam diariamente doentes que padecem de Alzheimer, mas também a todos os que se interessam de certa forma por esta área das doenças degenerativas. Se considerarmos a família numa perspectiva sistémica (vista como um todo), neste contexto a doença de um elemento irá afetar o conjunto, ou seja o agregado familiar, pois estes vão contactar e conviver de perto com a patologia, alterando o funcionamento interno da família, como por exemplo as suas rotinas.

Como comunicar com o doente de Alzheimer?

É normal o doente não encontrar as palavras que precisa para se expressar ou não compreender os termos que ouve.

Como deve reagir:

  • Esteja próximo e olhe bem para o seu doente, directamente nos olhos, quando conversam;
  • Permaneça calmo e quieto. Fale clara e pausadamente;
  • Evite ruídos (rádio, televisão ou conversas próximas);
  • Se for possível, segure na mão do doente ou ponha a sua mão no ombro dele. Demonstre-lhe carinho e apoio.

Vaguear, deambular e andar sem rumo é um perigo. O que fazer para o minimizar?

Andar sem saber para onde e sem objectivo é característico dos doentes de Alzheimer, a partir de uma determinada fase.

Eis algumas sugestões para minimizar esse perigo:

  • O doente deve trazer sempre algo que o identifique, por exemplo, uma pulseira com o nome, morada e telefone;
  • Previna os vizinhos e comerciantes próximos do estado do doente. Estes podem ajudá-lo em qualquer momento caso se perca e peça informações;
  • Em casa, feche as portas de saída para a rua, para evitar que o doente vá para o exterior sem que dê por isso;
  • Tenha uma fotografia actualizada do doente, para o caso deste se perder e precisar de pedir informações;
  • Se o doente quiser sair de casa, não deve impedi-lo de o fazer. É preferível acompanhá-lo ou vigiá-lo à distância e, depois, distraí-lo e convencê-lo a voltar a casa;

Como ajudar a manter a higiene do doente?

É normal o doente deixar de reconhecer a necessidade e  a importância de tomar banho, de lavar os dentes, etc. Em suma, recusar cuidar da sua higiene pessoal e da sua higiene oral.

  • Se for possível, aguarde um pouco, pode ser que mude de disposição;
  • Simplifique a tarefa: tenha sempre em ordem as coisas que são necessárias, como sabonete, toalhas, etc.;
  • Se o banho é de imersão, verifique a temperatura da água;
  • Instale pegas e tapetes que evitem escorregar dentro e fora da banheira. Há bancos e cadeiras adaptáveis à banheira, assim como outros dispositivos de apoio e ajuda que podem ser muito úteis;
  • Se o doente preferir tomar duche, deixe-o. O melhor é procurar manter a rotina a que a pessoa estava habituada;
  • Se o doente recusar mesmo tomar banho, então tente a lavagem parcial;

Como ajudar o doente a vestir-se?

A certa altura o doente vai ficar embaraçado sobre o que vestir ou, eventualmente, recusar-se a vestir.

Para o ajudar:

  • Simplifique o mais possível a roupa a usar;
  • Evite laços, botões, fechos de correr (substitua-os por velcro), sapatos com atacadores, etc;
  • Prepare as peças de roupa pela ordem que devem ser vestidas;
  • Procure que a pessoa se conserve bem vestida e elogie o seu bom aspecto;
  • Enquanto o doente tiver autonomia, deixe-o actuar conforme ainda pode.

Como ajudar o doente a alimentar-se?

  • Sente o doente com o tronco bem direito e a cabeça firme;
  • Se necessário, ponha-lhe um grande guardanapo só para comer;
  • Dê-lhe tempo para comer tranquilamente e não o contrarie se ele quiser comer à mão;
  • Dê-lhe bocados pequenos de alimentos sólidos; por vezes, o doente poderá preferir alimentos passados ou batidos;
  • Faça-o mastigar bem e assegure-se de que a boca permanece fechada durante a mastigação e a deglutição;

Aos familiares e pessoas próximas que prestam cuidados aos pacientes com Alzheimer:

É extremamente difícil cuidar de um doente de Alzheimer. Tem de acompanhar o doente ao longo do tempo, viver um dia-a-dia que se torna progressivamente mais difícil e experimentar sentimentos diversos, muitos deles negativos.

É normal que sinta tristeza pela sensação de que gradualmente vai perdendo alguém que lhe é muito querido.

Sentirá também frustração, pois tem a consciência de que todos os seus cuidados, atenção e carinho não impedem a progressão da doença.

Vai sentir culpa, pela falta de paciência que por vezes tem, pelo sentimento de revolta em relação ao próprio doente, pela situação que vive e por poder admitir a hipótese de procurar um lar.

Poderá também sentir solidão, pelo afastamento gradual da família e dos amigos, pela impossibilidade de deixar o doente, pela falta de convívio.

Todos esses sentimentos negativos não significam que não seja um bom prestador de cuidados e de apoio, mas são apenas reacções humanas.

Em Portugal existe a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer que apoia e esclarece dúvidas adicionais relacionadas com esta doença.

Comente sobre esse post com os amigos.
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