Home Notícias Antigas Blocos cariocas estão proibidos de tocar “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão” por apologia a homofobia

Blocos cariocas estão proibidos de tocar “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão” por apologia a homofobia

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Feministas venceram mais uma vez. Desta vez estão conseguindo tirar do Carnaval históricas marchinhas que supostamente teriam conteúdo alusivo a diversidade sexual. 

RIO — Velhas conhecidas dos foliões cariocas, as marchinhas de carnaval que animam bailes e desfiles nas rua viraram alvo de uma polêmica. Consideradas politicamente incorretas, músicas como “Cabeleira do Zezé”, “Maria Sapatão”, “Índio quer apito” e “O teu cabelo não nega” começam a sair do repertório de alguns blocos, como revelou a coluna Gente Boa, do GLOBO, na semana passada. Integrantes de grupos como Mulheres Rodadas, que surgiu do movimento feminista, Cordão do Boitatá e Charanga do França defendem que as letras sejam banidas dos desfiles. Mas a medida não é unânime.

— Se a gente é um bloco feminista, não temos como passar ao largo dessas coisas. Se isso está sendo considerado ofensivo, acho que a gente não deve fazer coro — disse Renata Rodrigues, uma das organizadoras do Mulheres Rodadas, em entrevista à rádio CBN.

CLÁSSICO DE FORA

Segundo Renata, a discussão em torno da palavra mulata, usada muitas vezes de forma pejorativa, diz ela, poderá tirar do repertório até mesmo um clássico da MPB:

Isabella Noronha, fundadora do Bloco “Escravas de Jah” afirma que não será tolerada nenhuma alusão a homofobia no Carnaval 2017. Segundo ela “toda e qualquer marchinha que contiver preconceito sexual, racial ou de gênero será tratado como crime. Vamos denunciar o bloco e os músicos. Já passou da hora de respeitar quem é oprimido por um sistema preconceituoso e misógino”.

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